O que eu fiz?

“Acho que nem sempre colhemos o que plantamos. Eu, por exemplo, sou mestre na arte de colher o que não plantei. Essa minha mania de acreditar nas pessoas, na vida e em suas providências, me deixa vulnerável demais. Planto amizade, colho ingratidão. Planto sorriso, colho indiferença. Planto saudade, colho orgulho. Olha, por mais bola pra frente que sejamos, tem hora que cansa. Aquela vontade de jogar tudo pro alto o que não acrescenta. Aquela saudade de nada, sede de estrada sem rumo, ando preferindo desconversar, ser indiferente com o descaso. Não saboreio mais desamor. Se a gente colhe mesmo o que planta, eu não sei, mas de uma coisa eu não abro mão: eu me recuso a amargar ingratidão, metades e incertezas.”

-Jackye Monteiro / @jackyemonteiro (instagram)

Resolvi abrir o post de hoje com esse texto por falar um pouco sobre como eu me sinto… Colhendo o que não plantei.

A dois dias, tive uma conversa com ele, para resolver questões que ficaram pra trás, na qual, a principal delas é dinheiro. Ele tem que me dar um dinheiro, que na verdade eu não tive controle nenhum, nem ele. Fui passando o que eu me lembrava, e ele foi ficando nervoso por achar que não era aquilo tudo, mas que depositária pra mim. Me tratou com grosseria e isso me doeu tanto! Depois de ter falando algumas coisas, disse que não queria mais contato comigo.

Sabe, meu mundo deu uma parada ali. Além de ser tratada com grosseria, praticamente acusada de estar cobrando o que não devia, ainda levo uma dessa: “Não quero mais contato”.

O que eu fiz pra ser tratada assim? o que foi que eu plantei pra estar colhendo isso? Eu nunca imaginei que isso pudesse acontecer. Que medo eu tenho do dinheiro… Será que foi isso que o fez me tratar assim?

Eu nunca o cobrei, pra falar a real aqui, foi ele quem veio tocando no assunto e chega uma hora que não dá mais pra fugir dele. Mas porque me tratar assim? Eu me senti péssima, um lixo, pensei que o que vivemos, dinheiro nenhum pagasse, as vi que tudo não valeu de nada. Quando digo que não valeu, falo pelo dinheiro mesmo. Quando se fala em dinheiro, ninguém vale nada mesmo.

Eu me lembro de ter sido tão feliz nesse tempo juntos. Me lembro de ter o feito gargalhar tantas vezes. Perdi as contas das vezes que ele rindo falava que gostava demais de mim: “Gosto demais de você, onça!” Era assim que ele me chamava. Pra agora acabar assim… O que eu fiz pra colher isso?

Eu sempre fui tão sincera e correta com ele, sempre dei o meu melhor, minha meta era sempre faze-lo sorrir quando algo lhe tirava a paz. Pra agora estar colhendo isso.

Eu plantei amor, plantei sorrisos, plantei esperança de um futuro juntos, sem luxo, mas onde eu estivesse com ele, eu seria rica.

Plantei vontade de ser uma pessoa melhor, plantei carinho, e mais amor… Todo amor que eu tinha, entreguei a ele, pra agora colher isso…

O que eu fiz?

Eu preciso que essa dor passe rápido! Que esse sentimento saia de mim correndo!! Quando resolvi fazer esse blog,acreditei que escrevendo e falando sobre esse assunto, ajudaria a esvaziar minha alma de cada sensação e sentimento que eu tenha. Eu preciso colocar esse sentimento pra fora, eu não quero mais sentir esse amor, é em vão.

Cada vez mais eu sinto a necessidade disso acabar, por que esse sentimento que era pra trazer alegria, está acabando comigo.

Na rua, no trabalho, com a família e amigos eu estou sempre bem, mas só eu sei o que tenho carregado aqui dentro, o tanto que isso tá me fazendo mal.

Eu não lembro de ter plantado nada disso…

Recaídas

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Os dias vão passando… Uns passam mais devagar que os outros, mas passam.

Tem dias que você acorda tão bem, agradece a Deus por esse dia que está só começando, daí você passa o dia bem, lembra algumas vezes, mas nada que estrague seu dia!

Daí dias como esse se repetem, você tem a impressão que finalmente está saindo daquele horror que viveu a um tempo atrás, até que um belo dia, você já acorda com vontade de dormir de novo, mas antes, chorar rios!

Lhe vem a cabeça todo aquele sofrimento de novo, bate saudade, bate arrependimento, a frustração vem com força, e a vontade de ligar pra pedir pra voltar é enorme!

A famosa recaída!

Pois é… Quando eu digo que esse sentimento também é uma dor física, podem acreditar! Todo mundo sabe que alguns sentimentos nos fazer ter reações quimicas e essas coisas que não entendo muito. Viu o porque eu chamo de dependência? Por que enquanto eu tinha aquilo, eu estava bem, estava tranquila, me sentia em paz. Agora que me foi tirado, perdi completamente o rumo, nada me conforta, nada vai substituir. Te lembra algo? Dependência de álcool e outros tipos de drogas? É!

Tudo bem que são coisas diferentes, mas relativamente parecidas! Os dois te fazem ir ao céu, e ao inferno, os dois você tem que reaprender a viver sem.

Haaa como eu queria ser como algumas pessoas que vão ler isso e achar tudo uma bobeira!! Como eu queria ser racional e não tão emoção como eu sou! Queria eu não chorar em filmes românticos ou de drama, histórias de superação enchem tanto meu coração que transborda pelos olhos. Animais abandonados, maltratados, machucados ou doentes me fazer chorar feito criança. Queria muito ser menos inocente e acreditar menos nas pessoas. Se tem uma coisa que eu tenho o dom é achar que uma pessoa que eu conheci ontem, pode ser meu amigo de infância, daí percebo que não pode ser assim e tomo na cara de novo. Uma vez que falaram que eu acreditava demais nas pessoas, eu sempre achei isso uma qualidade, até perceber com a vida que é um defeito. Se for pra confiar em alguém, que seja em você.

Não deposite seus sonhos em outra pessoa, seus sonhos são seus, e de mais ninguém. É até possível que você encontre alguém que seja capaz de sonhar junto com você (olha eu acreditando de novo), mas não deixe que a realização desse sonho dependa do outro… NUNCA!

E assim os dias vão passando… Uns melhores que o outro, outros no desespero total… Mas TODOS na esperança de que essa dor vai acabar, não deixe que a recaída faça você perder toda evolução que teve até então…

Parece pouco, mas nessa situação, o pouco é muito! Acredite…

“E essa abstinência uma hora vai passar…”

Sentimentos

sentimentos

Olá!

Me perdoem a ausência. Queria muito chegar aqui e falar que estou 100% recuperada, mas não é isso que temos pra hoje. Ainda. A caminhada é longa, dura e dolorida, mas também um aprendizado.

Vamos levar tudo isso como ensinamentos.

Hoje vou falar um pouco sobre o turbilhão de sentimentos que nos vem quando o inesperado nos acontece.

Aos que já passaram por isso, podem até se identificar, e aos que ainda não passaram, ao ver alguém passando, não trate com indiferença. Todos passam por momentos difíceis na vida, uns podem até ser mais ‘importantes’ que o outro, a dor de um, pode até parecer maior que do outro, mas só quem sente sabe o quanto dói.

Não necessariamente nessa ordem:

Medo e insegurança: Pode parecer estranho, mas medo? Sim! O medo bate na porte nesse momento. Sentimos um medo do futuro, por que, até então, seus planos foram cancelados. Você olha pra frente e não consegue ver nada, e se olhar pra trás, o medo aumenta, por que você estava cheia (o) de planos. A segurança que você tinha ao lado da pessoa sumiu. E sem ela ao seu lado, tudo perde forma.

Tristeza: Puxa vida, como essa vem com força. Não tem muito o que explicar, todo mundo sabe. Mas nada que acontece a nossa volta tem mais graça, tudo fica nublado, cinza, sem cor. Apesar de amar DIAS assim, se sentir assim não é nada bom.

Desespero: É estranho, mas nesses momentos o desespero nos inunda. A impressão que eu tive foi que eu não precisava morrer mais. Exagero? Pode ser, mas na hora eu fiquei tão perdida, que não vi mais futuro, o que eu iria fazer a partir daquele momento, sendo meu todos os meu planos ela ao lado dele?

Impotência: É horrível você querer muito e não poder ter algo, isso aconteceu comigo também. “Como assim acabou? Eu não quero isso! Mas o que eu posso fazer?” Nada. Infelizmente nada. Quando de trata de algo relacionado a outra pessoa, corremos o risco dos ideais do outro não ser iguais aos nossos.

Frustração: Minha psicóloga soltou essa palavra e eu me vi sentada nela. Como é frustrante sonharmos algo, sonharmos alto, apostar todas as nossas fichas, pra simplesmente ‘perdemos o jogo’, sabe aquela questão do castelo de areia? Onde pode vir uma onde e arrastar com tudo? É exatamente assim.

Agora junta todos esse sentimentos e veja o quanto pode ser doloroso para alguém que não tem estrutura pra aguentar o fim do término. Não é brincadeira, pra uns pode parecer manha, ou besteira. À essas pessoas eu só peço respeito. Aos amigos que já passaram, sabem como é dolorido, mas passa não é? Essa é a mensagem que quero deixar aos que estão sofrendo. Paciência é a palavra chave. Deixa sair tudo que está ai dentro, toda tristeza, medo, insegurança, desespero, impotência e frustração. Chore bastante, grite alto, alivia.

Mas sempre com a ideia fixa de que isso também vai passar…

Mais uma vez ele se foi…

  
Se me falassem a três meses atrás que eu iria passar por tudo que estou passando agora, eu iria rir na cara da pessoa e falaria: não acredito. 

Antes alguém tivesse feito isso, antes alguém chegasse na minha cara e falasse pra eu acordar, que a vida não é um conto de fadas, que os castelos que eu tinha construído até então eram de areia, e poderia vir uma onda mais forte e acabaria com tudo. Melhor se alguém tivesse me preparado para pior, mesmo eu não acreditando nele. Justo seria se eu pudesse ver o fim antes de começar… Quem dera poder poupar meu coração de se quebrar mais uma vez. E agora estou aqui, juntando os cacos do que sobrou. 

Ele acabou de sair da minha casa. Veio trazer Minhas coisas que ainda estavam na casa dele. Eu quem pediu pra ele trazer. Eu estava fazendo que essas minhas coisas fossem uma pequena e fraca ligação entre a gente. Talvez com minhas coisas lá, poderia reacender algo no coração dele… Ai, doce engano. Como fui inocente. A dependente do amor aqui sou eu, não ele. 

Se eu achasse uma lâmpada mágica, única coisa que pediria era ele de volta. A parte de fazer dar certo, eu iria garantir por mim mesmo… Só que eu esqueci que quando um não quer, dois não brigam. Eu nao posso fazê-lo mudar de ideia. Ele têm os ideais dele, os projetos, dos quais não faço mais parte. Dói demais ter essa confirmação, mas o que eu posso fazer? Abaixar a cabeça, aceitar e chorar…

Eu acho que fiz minha parte, pra alguns pode parecer que me rebaixei. Perguntei a ele se era isso mesmo que ele queria. Ele disse que sim. Perguntei se era pra sempre. Ele disse que sim. Acho que foi o ‘sim’ mais dolorido da minha vida. A gente passa a vida querendo sim’s, espera o dia todo por um ‘sim’ pra no final da noite você dormir com um sorriso de canto de boca. Mas esse não. Esse doeu, por dentro eu chorei, mas pra ele eu sorri. Se era pra ser o ‘fim pra sempre’ que ele leve o melhor de mim, meu sorriso e um abraço de gratidão. 

E assim ele se foi,mais uma vez… Dessa vez pra sempre e sem esperanças… Elas morreram onde costumam nascer… Naquele último ‘sim’.

Com lágrimas nos olhos constato que mais um ciclo na minha vida se fechou… Pensando bem, uma esperança diferente nasceu naquele último sim. Quando um ciclo se fecha, outro começa… Começarei a partir de agora criar um novo futuro pra mim. Não vai ser fácil, mas eu vou conseguir! 

Meu mundo caiu…

desespero

Foi assim que me vi! Sem mundo.

Namorei por 1 ano e meio. Iríamos nos casar. Moramos juntos por um tempo, mas por motivos financeiros tive que voltar pra minha casa. Daí começou..

Ele ficou estranho, estava sempre sem tempo, as vezes o sentia frio. Não brincava mais.

Na esperança de fazer melhor, ou de saber o motivo dele estar dessa maneira, acho que acabei o sufocando mais ainda.

Até que a 1 mês atrás, ele veio me falar o que eu tanto temia ouvir. Terminou comigo.

Na frente dele eu me segurei, não derramei uma lágrima sequer, mas foi ele ir embora da minha casa pra eu dar vazão à todos aqueles sentimentos estranhos dentro de mim. Chorei muito! Gritei! Me perguntei: “E agora?”

E agora, que meu inferno só estava começando.

Por que comigo de novo? Eu já tinha passado por isso no relacionamento passado, e de novo dessa vez! Por que eu não aprendi naquele? Por que eu recebo um não, quando o que eu só fiz foi dar amor? Eu o que eu tenho de errado?

Nos dias em que se seguiram, me vi em um turbilhão de sentimentos: Saudade, tristeza, medo, insegurança, incapacidade, frustração… Eu queria sentir raiva, mas na minha vida o amor sempre passou por cima dele, e dessa vez não foi diferente. Não conseguia me concentrar em nada! Tudo que eu fazia, a lembrança dele estava presente. Me vinha umas lembranças que eu já tinha esquecido a tempo, e o pior, em todas ele estava sorrindo pra mim, em momentos mágicos de nossa relação. Como tudo isso foi acabar? Como o amor que ele dizia sentir por mim acabou desse jeito? Aliás, será que ele podia me ensinar a esquecer, como ele fez comigo? Aí eu teria um tempo do lado dele, nem que fosse só pra ele me ensinar a esquecê-lo.

Eu quis ligar, mas tive medo da reação dele. Tive medo de ele reafirmar que estaria tudo a acabado pra sempre, e aquela meia esperança que mora lá no fundo, sabendo que não existiria mais volta, morreria, e junto com ela, eu também iria morrer. Preferi ficar com a esperança (que ele nunca me deu, mas eu criei), do que com a certeza do fim.

Essa esperança, me fazia dormir melhor, me fazia me arrumar pra sair de casa, me fazia ir a academia e ficar bem gata pra quando ele voltasse, ele não tivesse vontade de ir embora mais. Mas aí vinha, no meio do meu dia a razão e me jogava um balde de água fria, voltando todos aqueles sentimentos ruins de uma só vez, em uma tacada só! Ai eu não conseguia segurar e chorava, onde eu estivesse… Se estivesse em casa, chorava até dormir, se estivesse no trabalho, ia para o banheiro e me debulhava em lágrimas lá mesmo.

O que me fazia piorar era o esforço dos meus amigos e familiares para me ver bem e eu não conseguir reagir. Todos tentavam me tirar de casa no final de semana, me mandavam mensagens de hora em hora pra saber como eu estava, e eu só conseguia me perguntar o pq ele não vinha pra saber como eu estava, como eu estava me virando, se eu estava comendo… Por falar em comer, não, eu não comia e perdi 7 kg.

Não consigo me lembrar exatamente, mas nesse mês que se passou se eu fiquei dois dias SEM chorar, foi muito.

Chorei demais, pedi pelo a amor de Deus pra Ele trazer ele de volta, que eu faria qualquer coisa pra que ele voltasse pra mim, que eu não queria sentir mais aquilo que eu estava sentindo e pra isso passar, a única saída que eu via, era ele voltar pra mim. Aí sim, eu seria a pessoa mais feliz desse mundo!! Mas não, Deus não trouxe ele de volta.

Comecei a ir à uma psicóloga. Queria que ela me falasse o que eu deveria fazer então, para que eu pudesse superar tudo isso, quais exercícios mentais eu deveria fazer pra esquecê-lo, já que voltar não seria o caso. Eu precisava me livrar desse sentimento de qualquer maneira, e rápido, senão eu não me responsabilizaria por meus atos.

E assim se passou um mês. Não, eu não tentei suicídio, mas confesso que pensei. A dor ainda não acabou, mas diminuiu. E esse será o tema dos próximos posts, a recuperação gradativa de todo esse sofrimento.

Introdução – Bem vindos! – 

Pois é…

Quando o namoro acaba, parece que acaba também nosso mundo. Foi assim que me senti. Tive vontade de morrer, não é brincadeira. Daí, você me pergunta: ”Poxa ‘Alice’, você quis desistir da vida por causa de um cara que simplesmente desistiu de você?”

Sim, eu quis. 

Mas foi por querer tanto isso, que descobri que antes dele ter desistido de mim, outra pessoa também tinha desistido… 

Eu.

Desisti de me fazer feliz para fazê-lo. Desisti de viver a minha vida pra viver a dele. Simplesmente desisto. Vi então que eu me sentia doente, e descobri que eu era uma dependente… De amor.

Me vi perdida sem o amor daquele que eu fiz de tudo para fazer feliz. Me dava fissura só de pensar nele, ‘que vontade louca de tê-lo em meus braços de novo’, dai me vi em um crise de abstinência de sua presença.

Doeu! Fisicamente doeu.

E foi assim que me vi em meio à milhões de sentimentos, sem saber como organizá-los, decidi criar esse blog, para além de desabafar, ajudar quem passa pela mesma coisa que eu. Há, serve também para quem não quer passar pelo que passo.

Bem vindos ao ‘diário de uma dependente de amor’